
Floriani está com o Ironman na mira
Nadar 3.800 metros no mar, em seguida pedalar 180 km em bicicleta e finalizar com uma maratona de 42 km. Essas são as metas a que se propõe o triatleta Jean Martins Floriani, de 34 anos, que pretende participar da prova eliminatória para o Ironman, em maio do próximo ano, em Florianópolis. Com cerca de 1.500 participantes, essa prova vai definir os 50 escolhidos para disputar o Ironman mundial, em outubro de 2010, no Havaí.
Floriani sempre foi fã de esportes. Praticava basquete e, em 2005, ao trabalhar como voluntário numa prova do triatlo, apaixonou-se por essa modalidade e resolveu dar uma guinada no seu programa de atividades físicas. Desde então, vem treinando diariamente e já participou de diversas competições, classificando-se em terceiro lugar no Campeonato Catarinense de 2006. Ele conta que o triatlo dispõe de vários tipos de provas, desde o fast triatlo, com natação de 750 metros, 20 km de bicicleta e 5 km de corrida, até o Ironman, passando pelo Olímpico, com distâncias de 1.500 metros, 40 km e 10 km, respectivamente.
Tudo seria muito fácil se Floriani não tivesse que enfrentar alguns obstáculos. Casado e com dois filhos - Mariana, de 8 anos, e Pedro, de 3 -, ele trabalha no setor de informática durante o dia e se encarrega de buscar os filhos na escola, dar banho e jantar, porque sua mulher, Fernanda, chega do trabalho mais tarde do que ele. Assim, ele só consegue treinar à noite. "Às vezes saio para o treino às 21 horas e só volto à meia-noite", conta o triatleta.
Outro obstáculo que vem sendo vencido com galhardia é seu diabetes. Ele foi diagnosticado há 10 anos, depois de apresentar os sintomas clássicos, como excesso de sede, de urina e visão turva e teve de ser internado. Quando se iniciou no triatlo, passou por alguns momentos em que estava descontrolado. A partir de 2007, porém, começou a consultar-se com uma endocrinologista que mudou seu tratamento.
"Eu fazia medições apenas umas quatro vezes por semana, agora faço os testes várias vezes ao dia e sempre antes de iniciar um treino", diz Floriani.
Além disso, ela recomendou que utilizasse a insulina glargina e, com isso, ele passou a ter uma glicemia mais estável. Outra medida foi cuidar melhor da alimentação e abandonar os excessos. "Nesse ponto, o diabetes veio em boa hora, porque eu comia muita bobagem", confessa o triatleta.
Floriani considera que o diabetes não compromete seu desempenho. "Quando estou com a glicemia controlada, minhas condições são iguais às de um não diabético", afirma. Apesar disso, ele se diz realista e não aposta muito que estará entre os 50 finalistas. "Eu teria de treinar oito horas por dia e isso é impossível, porque tenho de trabalhar", raciocina o esportista.